Reverberações de Julie


Longo e tenebroso inverno…
27 Abril, 2008, 11:00 pm
Arquivado em: Reverberando

Faz tempo que nao escrevo nada por aqui, mas nao foi por falta de vontade e sim, em razao do famoso tempo (em todos os sentidos…).
Como chegamos no inverno por aqui, a adaptacao tomou-nos mais tempo do que imaginavamos. Temperaturas negativas, neve, roupa, muitas roupas, tudo isso faz com que a gente fique meio atordoado. As pessoas estavam mal-humoradas por causa do inverno que demorava a ir embora e, consequentemente, a gente comeca a pensar que sempre vai ser assim… Ai, bate uma tristeza, uma saudade imensa do Brasil e do seu calor, inclusive humano, da familia, dos amigos… Tudo cheira saudade…
Quando a primavera comeca a desabrochar, nem parece que estamos no mesmo lugar de antes. As ruas sem neve, faceis de se transitar, os terracos do bares cheios de gente querendo aproveitar o sol que finalmente comeca a dar as caras e vem com sua funcao completa, iluminar e esquentar. As pessoas, nem se fala, alegres, animadas com a vida que vem por ai. E nos, perplexos, com tanta mudanca.
Montreal eh uma cidade muito bonita, com uma arquitetura antiga e cheia de historia. Na realidade, eh um misto de antigo e moderno, porque volta e meia nos deparamos com predios modernos em meio a um mundo que mais parece conto de fadas, cheio de castelos…
Como falei no outro post, tem gente de todos os lugares, linguas para todos os gostos, apesar do frances e “do ingles” nativos (aqui predomina o frances), restaurantes e cafes para todos os paladares. Parece que o mundo resolveu se condesar por aqui.
Conheci duas universidades com mais detalhes a Concordia (minha praia) e a McGill (praia do meu esposo). Sao enormes, organizadas e tem umas facilidades que nao vemos pelo Brasil. Realmente, aqui ha um incentivo muito grande em relacao ao estudo e a cultura.
Nao vou negar que, apesar de todas essas facilidades, a saudade e a vontade de estar de volta a minha terrinha sao muito grandes. Entendo bem a Dorothy do Magico de OZ… Nao ha melhor lugar que a nossa casa, por isso vou seguir a minha estrada de tijolos dourados e usar meus sapatinhos magicos para retornar em agosto ao meu mundo fantastico!!!



Presente!!!
1 Abril, 2008, 7:04 pm
Arquivado em: Reverberando

Apesar de longe, mas sempre estou ganhando presentes dos amigos. Minha amiga-irma Rose fez essa linda bonequinha em minha homenagem.
Julie in Canada
Linda, nao eh?
Esse e outros motivos eh que me fazem querer voltar a minha terrinha! Eita saudades desse povo que amo!!!



Yes, Nos temos banana!
15 Março, 2008, 8:12 pm
Arquivado em: Reverberando


Depois de mais de quinze dias no Canada, pude, enfim, comecar a esbocar os meus sentimentos a respeito de mais essa experiencia. Alem da falta dos acentos graficos, que na realidade eh o minimo, pude sentir muita falta das coisas do Brasil.
Tenho uma familia maravilhosa, super-carinhosa e prestativa, alem de amigos poucos, mas muito especiais. Sabia desde os preparativos para vir para ca que essa mistura iria me custar muito. Demoraria a me adaptar e que nem tao cedo iria ter uma rotina livre de saudade.
O problema eh que nao esperava encontrar um pais com uma miscelania de nacionalidades. Sim, pasmem, aqui tem gente de todo lugar, ao ponto de nao sabermos como definir o canadense de nascimento.
Uma coisa eh certa, tive um choque cultural enorme. Sabia que nao encontraria as caracterististicas brasileiras, mas nao esperava me surpreender tanto. Estou em Montreal, uma cidade belissima, mas cheia de frio. Para nos, brasileiros, frio em diversos sentidos. Sou nordestina, acostumada com calor, muito calor, e chego aqui no inverno, pego uma media de -21oC, e tenho que me obrigar a sair de casa todos os dias para resolver detalhes da minha estada e da minha vida academica. Realmente, nao eh facil, mas da para aos poucos ir se acostumando.
O problema maior, contudo, foi encontrar uma populacao extremamente moderna, em que as relacoes sao estritamente profissionais e que aquele afago humano so se eh obtido por latinos. Engracado que sempre reclamei que, no Brasil, as pessoas eram pouco profissionais e que atribuia isso ao fato de ser um pais com uma estrutura em desenvolvimento, e, por isso, era preciso mascarar um pouco com um “afago” extra. Nao sabia eu que o extremo oposto, ou seja, profissionalismo demais, tambem nao me parece agradavel.
Certamente com o tempo me acostumarei a essa maneira moderna de ser, mas por enquanto, prefiro ir digerindo aos poucos cada fato ocorrido durante esses dias. Isso tambem nao significa dizer que nao ha o que se gostar ou que se achar bonito, e sim que a adapatacao nao tao facil como se imagina.
Sao 3h da madrugada, Morfeu me abandonou, entao resolvi apelar para a tecnologia. Quem sabe o bom computador nao seja o meu sonifero? Eh, estou me esforcando para me adaptar a maneira moderna de ser…



É bonita, é bonita…
19 Janeiro, 2008, 6:41 pm
Arquivado em: Reverberando

null

Depois de uma loooooonga peleja, consegui o resultado positivo de mais uma etapa em minha vida acadêmica. Por isso, nada melhor do que a letra de “O que é, o que é?”, de Gonzaguinha, para expressar minha alegria!

O QUE É, O QUE É ?
Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita…

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita…

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita…

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!…

Mas e a vida
Ela é maravida
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão…

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota é um tempo
Que nem dá um segundo…

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor…

Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida e viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer…

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser…

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte…

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita…

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita…

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz…

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita…



Abram a porta que ele quer entrar…
8 Janeiro, 2008, 4:42 pm
Arquivado em: Reverberando


Mais um ano que nos saúda. 2008 chega pra mim com muitos projetos a serem cumpridos.
Sei que parece conversa fiada de todo começo de ano, mas dessa vez é diferente, estou verdadeiramente no aguardo de algumas respostas para dar o pontapé inicial e poder, de fato, pôr as mãos na massa. Até lá, resta-me continuar com a sensação de que o ano ainda vai começar…
Não tenho estado muito presente aqui no blog nem pude desejar boas festas a todos, mas o desejo de saúde, coisas agradáveis e muitas, muitas, mesmo, realizações estão presentes em cada letra desse texto. Espero que em 2008 possamos sentir a doce e suave fragrância da vida!!!
Um Feliz 2008 para todos nós!



“Mulherices!?”
4 Novembro, 2007, 5:46 pm
Arquivado em: Reverberando

Às vezes me pergunto porque as mulheres têm tantos desafios para vencer. Não quero desmerecer a luta do homem em ganhar seu espaço e mantê-lo, mas, ao mesmo tempo, vejo que as mulheres têm que matar um leão por minuto para sobreviver!
Nessa semana, ouvi histórias que me fizeram pensar muito no que temos que decidir a cada momento de nossa longa caminhada pela vida.
Somos criadas para sermos fortes, tão fortes que nos julgam fênix em tempo integral, tanto que podem nos fazer as maiores atrocidades, muitas vezes, só para testarem se realmente seremos capazes de ressurgir das cinzas.
Antigamente a nossa submissão era muito cansativa e dolorida, éramos capazes de passar por um vida e não vivermos e hoje, tornaram a nossa liberdade muito pesada. Parece até que é um castigo por termos lutado pelo direito de respirarmos com os nossos próprios pulmões…
Não sei se algum dia vou ter a alegria de poder olhar para trás e ver que as mulheres podem, sim, sonhar, viver e ter liberdade sem pagar um alto preço por isso. Se é utópico, não sei, só sei que acalenta o coração pensar que isso um dia irá acontecer…